23 April 2017

WORLD BOOK DAY: 5 BOOKS THAT I ABSOLUTELY LOVE


23 de Abril é um dia dedicado aos livros, a esses constantes companheiros que nos enchem o coração e instruem a mente. Sempre adorei o conforto que é ter no nosso colo esse folhear de páginas, sentir o cheirinho tão característico do papel nas nossas mãos. No entanto, um livro é mais do que uma sensação física - é uma história por contar, a imaginação de alguém que nos é dedicada com toda a confiança. Para celebrar este dia daquilo que mais me faz feliz, deixo-vos os 5 livros que não só considero mais marcantes, como se tornaram perfeitos por terem entrado na minha vida quando mais precisei deles. 



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1. PRIDE AND PREJUDICE, JANE AUSTEN (1813)

Este é o primeiro livro que me vem de imediato à cabeça, talvez por ser uma romântica incurável e ter uma queda por romances históricos. Quando tinha 15 anos, estava numa das minhas muitas maratonas pela televisão quando me deparei com a versão cinematográfica deste livro de 2005, e a Keira Knightley encantou-me tanto quanto Matthew Macfadyen, a perfeita Elizabeth Bennet e o *suspiro* perfeito Mr. Darcy. Mal descobri o livro, perdi-me completamente na história, ficando rendida ao humor sarcástico de Jane Austen, à construção que a escritora fez de uma família exagerada e disposta a tudo para formar casamentos, e à beleza de um amor milagroso, aceitado pelas personagens principais quando o orgulho e o preconceito são postos de lado. 


2. EAT, PRAY, LOVE, ELIZABETH GILBERT (2007)

Só li este livro uma vez na minha vida. Tem ficado guardado na gaveta dos meus favoritos, talvez um bocado por medo de, se alguma vez o voltar a ler, perder o encanto que teve nos meus 16 anos. Imensas pessoas falam-me sobre como ficaram super desiludidas com a história, ao que eu respondo sempre "cada um tem a sua experiência com o que está a ler, mas este livro veio na altura certa". Não sei se é exagerado dizer que comecei a gostar um bocadinho mais de mim própria com esta experiência pessoal da escritora, mas sei que tudo o que ela escreveu me pareceu certo, numa certa harmonia com aquilo que estava a viver na altura. Fiquei ainda com mais vontade de visitar Itália de uma ponta a outra e, acima de tudo, entendi melhor a minha própria experiência religiosa e espiritual através das semanas que a escritora passou na Índia. 

3. AS INTERMITÊNCIAS DA MORTE, JOSÉ SARAMAGO (2005)

Ou o livro que me fez apaixonar por José Saramago. Saí do secundário com aquele pequeno ódio por Saramago e tudo o que Memorial do Convento (1982) representava, não compreendendo porque é que havia pessoas capazes de considerar este escritor como um dos seus favoritos. A Bia recomendou-me então o livro que conta a história da morte que, um dia, decidiu não matar mais ninguém. Sendo Saramago, existem imensas críticas por detrás de um acto tão simples como deixar de morrer, e o resultado caótico é brilhante, tal como o fim que, sem dúvida, me surpreendeu. 

4. SIDDHARTHA, HERMAN HESSE (1922)

Semelhante ao livro de Elizabeth Gilbert, este foi muito importante do ponto de vista espiritual e religioso. Apesar de ter sido educada no seio de uma família extremamente católica, sempre consegui olhar para além daquilo que me ensinavam na catequese, na missa. Sempre considerei que, mais importante do que dizer o meu Deus é melhor que o teu, é a capacidade de admitir que o Deus é o mesmo, sendo que os ideais e as culturas diferem nas diferentes religiões. Siddhartha também procura algo a nível espiritual, e encontra-o através dessa religião que torce os narizes a muita vez, o budismo. O resultado que existe entre o encontro com Deus e o encontro connosco próprios faz com que este livro, que não é para toda a gente, se torne um dos meus favoritos, ajudando-me na minha caminhada religiosa de aceitação. 


rainbow-on-my-parade @ tumblr [so beautiful!]


5. THE PERKS OF BEING A WALLFLOWER, STEPHEN CHBOSKY (1999)

A história de Charlie é daquelas que nos marcam no coração. É uma história sobre a adolescência, sobre períodos traumáticos na vida da personagem principal, sobre crescer e deixar que os outros à nossa volta cresçam também. Aquela frase muito popular, "aceitamos o amor que achamos merecer" foi muito importante na minha própria adolescência, numa constante aprendizagem entre aprender a gostar de mim mesma de maneira a conseguir gostar dos que me rodeiam. De maneiras diferentes, todos temos um bocadinho de Charlie em nós, razão pela qual este livro se tornou tão importante para mim.



Quais são os vossos livros favoritos? Espero que tenham aproveitado o Dia Mundial do Livro da melhor maneira possível: a ler! Se não conseguiram, como eu, aproveitem a última horinha antes de irem dormir e dediquem-se ao que estão a ler. Porque não há nada melhor do que o prazer da leitura. 

6 comments so far

  1. "Comer, orar e amar" e "As intermitências da morte" são dois dos meus livros preferidos :)

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    1. É bom saber que não estou sozinha nos favoritos com o "Comer, Orar e Amar", foi realmente uma experiência importante quando o li :)
      Beijinhos!

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  2. Por incrível que pareça, dois destes livros constam na minha lista de favoritos: o The Perks of being a Wallflower e o Pride and Prejudice. Subscrevo tudo aquilo que disseste sobre os dois. São livros que realmente marcam bastante.
    Quanto aos outros, nunca li nenhum, mas fiquei curiosa para ler o do Saramago, uma vez que li recentemente o "Ensaio sobre a Cegueira" e gostei bastante.

    Marli, do My Own Anatomy ♥

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    1. O "Ensaio sobre a Cegueira" também é um livro muito bom, depois de ler esse e "As Intermitências da Morte" acho que fiquei rendida à escrita de Saramago :)
      Beijinhos!

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  3. Já li tanto o Orgulho e Preconceito como as Vantagens de Ser Invisível e também adorei os dois!
    Beijinhos
    https://sunflowers-in-the-wind.blogspot.pt/

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  4. Adorei o blog, a seguir.
    Muitos beijinhos,

    https://sparkleoutfit.blogspot.pt/

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