30 January 2017

Wrap Up de Janeiro (#1)


2016 não foi um ano bom no que toca a livros. Foi o ano em que terminei a licenciatura, que passei pelos exames finais, e foi também o ano em que entrei para um mestrado super stressante que me deixou muito pouco tempo livre para ler. Foi um ano tão mau em termos de literatura, que pela primeira vez em quatro anos não consegui terminar o meu desafio no Goodreads, o que me deixou muito desiludida comigo mesma. 

Este ano, obriguei-me a ler mais, pois acho indecente ser licenciada em literatura e não estar 80% do meu tempo livre agarrada a um livro. Comprometi-me a ler 40 livros em 2017 (o dobro do meu compromisso de 2016 porque sou masoquista) e, estando de férias durante este mês todo, consegui superar-me e li um total de seis livros. Aqui fica, então, o meu wrap up de Janeiro. 




Wonder (2012), R. J. Palacio 

O meu favorito do mês de Janeiro, lido em inglês e comprado na Feira do Livro em Lisboa, do ano passado. Coloquei o livro em espera durante demasiado tempo, sem saber muito bem o porquê, e quando comecei a leitura, arrependi-me logo. A história é tão tocante, tão mimosa e ao mesmo tempo tão doce, que li o livro apenas em dois dias. 

August Pullman é uma criança com Síndrome de Treacher Collins, uma doença genética muito rara que provoca deformidades faciais. Por causa das várias cirurgias a que foi sujeito em criança, August estudou em casa nos anos equivalentes à escola primária. Aos dez anos, os pais inscrevem-no numa escola particular com o intuito de o integrar socialmente, e a história acaba por se tratar da ambientação de uma criança com diversos problemas de auto-estima, comentado como se fosse um monstro que, se for tocado, transmite uma praga terrível aos outros. A perspectiva de Auggie deixou-me a chorar baba e ranho várias vezes, pois a escrita de Palacio toca-nos de maneira a conseguirmos ver o que é ser tão especial como esta criança, que mesmo quando o mundo é extremamente cruel, consegue mostrar o seu bom coração e faz-nos ver o quão lindo ele realmente é. E mesmo sendo escrito através dos olhos e linguagem de crianças - a escritora divide o livro em partes, acrescentando a perspectiva dos amigos de August - não se torna nada enfadonho, muito pelo contrário. 


Harry Potter E A Criança Amaldiçoada (2016), John Tiffany, Jack Thorne & J. K. Rowling

A peça de teatro que acabou por dividir o mundo do Harry Potter. Li-a em português, oferecida pelo meu namorado no Natal, e é suposto ser o oitavo livro da saga, a continuação da história de Harry Potter, agora com filhos prestes a frequentarem Hogwarts pela primeira vez. Sinceramente, estive o tempo todo a sorrir com as várias menções às personagens da minha infância, e acho que a única coisa de que não gostei foi a interpretação que fizeram do Ron Weasley, pois não foram justos com a sua personalidade e o seu carácter. 

A criança amaldiçoada é Albus Severus, o filho de Harry e Ginny, que acabou nos Slytherin, ao contrário de toda a sua família, e que por isso é gozado constantemente e visto como estranho por toda a gente em Hogwarts. Nos Slytherin, Albus faz amizade com Scorpius... O filho do eterno inimigo de Harry, Draco. Os dois amigos resolvem, obviamente, meter-se em apuros ao utilizar um Gira-Tempo com o intuito de evitar a morte de Cedric Diggory, acabando por mexer com o tempo e criando uns quantos mundos alternativos. Nesses mundos alternativos, voltamos a entrar em contacto com diversas personagens, como Severus Snape, Umbridge e Lord Voldemort, o que é muito interessante. Mas, acima de tudo, a história centra-se na relação de Harry com o filho, na sua aprendizagem a ser pai, e nas consequências que existem para Albus ao ser filho do grande feiticeiro que derrotou Tom Riddle.



Attachments (2011), Rainbow Rowell

Sou fã incondicional de Rainbow Rowell, desde que li Eleanor & Park (2013). Aproveitei os saldos da FNAC na Black Friday e comprei-o em inglês, pois a tradução portuguesa é bastante mais cara. Embora não tenha gostado tanto quanto os outros que li da autora, devo dizer que a sua escrita continua impecável e cativante. 

Lincoln é segurança informático num jornal em 1999 e o seu trabalho é... Ler e-mails, através de um programa que detecta palavras consideradas ofensivas e ameaçar os trabalhadores com despedimento se continuarem a trocar e-mails em vez de trabalharem. Os e-mails entre Beth e Jennifer estão constantemente a ser monitorizados, ignorando as ameaças e apelidando quem quer que seja que as está a ler de Big Brother. O que acaba por acontecer é que Lincoln começa a gostar demasiado das conversas das duas amigas e começa a desenvolver sentimentos por Beth, sem nunca a ter visto. E através dos e-mails, consegue perceber que Beth já o viu no escritório e o achou giro, o que faz com que os seus sentimentos aumentem ainda mais até ao derradeiro encontro.


Day 21 #2 & Homecoming #3, The 100 (2014-2015), Kass Morgan

Decidi juntar estes dois livros, que li em formato ebook e em inglês, por se tratarem do segundo e terceiro livro da saga que muitos conhecem pela adaptação The 100 (2014-) da estação americana CW. Tinha em curiosidade em ler os livros porque as críticas diziam ser melhor do que a série, e depois de ler o primeiro livro no ano passado, acabei por concordar e querer ler a continuação.

Num mundo futuro pós-apocalíptico, 100 prisioneiros adolescentes sabem que, ao completarem 18 anos de idade, estão condenados à morte. Todos vivem numa colónia inter-espacial, criada com o intuito de preservar a raça humana depois de um apocalipse nuclear ter destruído o planeta Terra há 100 anos atrás. Contudo, em vez de os prisioneiros serem condenados à morte, são colocados numa nave e enviados de volta para a Terra com o intuito de descobrirem se o planeta é habitável novamente. A história narra a experiência dos prisioneiros e os vários perigos que enfrentam através da perspectiva de alguns jovens como Clarke, Bellamy e Wells, inclusive a surpresa de que sempre houve humanos que sobreviveram na Terra, vivendo debaixo do solo num abrigo capaz de sobreviver a ataques nucleares até os níveis de radiação voltarem a baixar.

Harry Potter e a Câmara dos Segredos (1998), J. K. Rowling

Sim, ando a reler Harry Potter! Ficou a apetecer-me na altura do Natal, a sentir o christmas spirit, e tenho a dizer que está a ser muito nostálgico voltar a reler os livros da minha infância depois de tantos anos. Existem, inclusive, pormenores que escaparam nas adaptações cinematográficas que compõem a história, que pode parecer confusa para quem nunca leu os livros (vá lá, têm que ler os livros, é daquelas histórias obrigatórias, nem que seja uma vez na vida!).

Toda a gente sabe a história de Harry Potter, que descobre que é um feiticeiro e que o maior vilão do mundo mágico o quer matar depois de ter assassinado os seus pais. Na Câmara dos Segredos, alunos andam a ser petrificados por um monstro que ninguém consegue identificar nem ouvir. Bem, nem todos; Harry ouve o monstro nas paredes de Hogwart por saber falar serpentês, o dom de falar com cobras. O monstro é um basilisco, uma serpente gigante criada pelo primeiro Slytherin, destinado a matar todos os feiticeiros considerados impuros por terem nascido de pelo menos um pai muggle.

Este foi o meu extensivo wrap up do mês de Janeiro! Gostava de fazer um resumo destes todos os meses, semelhante ao de booktubers, mas por escrito. Gostaram da ideia? Se quiserem acompanhar-me naquilo que leio e gostava de ler, adicionem-me na minha conta Goodreads, para que também eu possa ver o que estão a ler!

8 comments so far

  1. Seis livros num mês é fantástico!
    Ando há anos para fazer uma maratona de (re)leitura de Harry Potter. Acho que nunca será tarde :)

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    1. Vale mesmo a tempo, a leitura é tão fácil e lembra-nos tanto o sentimento que tivemos quando os lemos pela primeira vez :)

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  2. Adoro o "Anexos" da Rainbow Rowell! Dos livros que dela li, foi até ver o meu preferido. Também ando a reler Harry Potter mas ainda estou na Pedra Filosofal. :)

    E sobre "A criança amaldiçoada", tenho tantos mixed feelings sobre ele. Adorei os universos alternativos mas todo o livro soa a muita coisa alternativa, coisas demais e sem nexo! Mas isso fica para outra conversa...

    Boas leituras!

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    1. O "Fangirl" é o meu favorito da Rowell, talvez por sentir tantas semelhanças de como foi a minha juventude. E em relação à Criança Amaldiçoada, eu consigo perceber porque há tantas pessoas a não gostarem do livro, mas fiquei tão feliz por ter o mundo do Harry Potter novamente que a leitura tornou-se fácil para mim. Gostei muito, mesmo :)

      Obrigada e igualmente!

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  3. Quem me dera ter o hábito de ler. Eu gosto de ler mas tenho preguiça de o fazer, nunca compro livros e como não consigo estar a fazer só uma coisa, não consigo ler porque isso implica concentrarmo-nos apenas na leitura. Tens alguma dica? ahaha

    myboulevardblog.blogspot.pt

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    1. Bem, eu acho que tem muito a ver com procurar o estilo que mais se identifica contigo! É encontrares o género que te prende mais, seja romance, fantasia ou até mesmo biografias. É uma procura que tens de fazer contigo mesma :)

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  4. Admito que não sou muito de ler, também queria mudar um bocadinho isso em 2017, mas vamos ver!

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  5. Fiquei curiosa em relação ao wonder (:

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